Tudo sobre o cigarro

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No passado, fumar já foi sinônimo de charme, sofisticação e elegância. Influenciados pela indústria cinematográfica e pela propaganda, homens e, posteriormente, mulheres imitavam os astros de Hollywood que apareciam nos filmes com um cigarro na mão, como se ele fosse o melhor amigo, o conselheiro nas horas de dificuldade. Assim, por causa do lucro com a venda de cigarros, os fumantes não eram informados sobre os malefícios do cigarro, e muitas pessoas se tornaram dependentes sem saber que estavam provocando um grande mal à sua saúde. 

 

Hoje em dia, tudo mudou. É claro que as pessoas continuam fumando, inclusive os jovens que começam a fumar cada vez mais cedo. No entanto, campanhas e alertas antifumo são divulgados constantemente, visando esclarecer a população sobre os males do cigarro para a saúde. Afinal, já está mais do que claro que o fumo mata. 

Uma das formas de conscientizar a população sobre os malefícios do tabagismo é colocar advertências sobre os riscos do fumo para a saúde em maços e pacotes de cigarro. E não somente alertas, muitos maços já trazem fotos fortes e impactantes, realmente assustadoras sobre como o organismo fica e as doenças que podem surgir depois que a pessoa passou anos e anos fumando. 

Quanto mais tempo a pessoa demora para largar o cigarro, pior. Isso porque aumentam as chances de desenvolver algum tipo de doença. Além do mais, não é nada fácil largar o vício do tabaco, principalmente se a pessoa não tiver força de vontade e grande motivação, além da ajuda de um profissional que possa medicá-lo durante o período da síndrome de abstinência, por exemplo. Alguns remédios são prescritos para os fumantes quando eles resolvem largar o vício. Mas, estes somente podem ser prescritos por um médico. 

Pessoas que convivem com fumantes são chamadas de fumantes passivos e também são prejudicadas pela inalação da fumaça, mesmo que involuntariamente, podendo até desenvolver doenças relacionadas ao fumo a longo prazo. Segundo estatísticas, o risco de doença cardíaca aumenta em 25% num adulto exposto ao fumo passivo.

Crianças também são muito suscetíveis à fumaça do cigarro, por isso não se deve fumar perto de bebês e de crianças.

POR QUE O CIGARRO VICIA

 

O cigarro é feito de tabaco, e a cada tragada são inaladas 4700 substâncias tóxicas como nicotina, alcatrão, monóxido de carbono, polônio 210 e urânio (as duas últimos são radioativas). Do total de substâncias tóxicas, 43 são comprovadamente cancerígenas e três são consideradas mais perigosas para a saúde: nicotina, alcatrão e monóxido de carbono.

Por ser uma droga extremamente viciante, a nicotina causa dependência física e psicológica rapidamente, pois chega ao cérebro muito rápido. Ela está associada aos problemas cardíacos e de circulação sanguínea. O alcatrão também é uma substância altamente maléfica, pois reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio. 

Já o monóxido de carbono (CO), o mesmo que sai do cano de escapamento dos carros, ajuda na redução da oxigenação sanguínea no corpo. É essa a substância responsável por fazer com que os fumantes fiquem com dor de cabeça quando estão em abstinência, já que o nível de oxigênio circulando pelo corpo volta ao normal e o organismo começa a sentir falta do monóxido de carbono.   

Problemas de saúde por causa do cigarro

Você sabia que o tabagismo modifica o hálito, altera as papilas gustativas, afetando o paladar do fumante, e facilita o surgimento de cáries? Pois estes são apenas alguns dos problemas causados pelo cigarro. Além, é claro, dos problemas cardiovasculares, respiratórios, do surgimento do câncer, e até estéticos. Sim, estéticos porque o fumo ajuda no envelhecimento precoce da pele, aumento da celulite e até na mudança da voz.

Sem contar com os gastos financeiros, pois manter o vício acaba saindo muito caro para quem é totalmente dependente do cigarro. Já fez as contas de quanto você poderia economizar se parasse de fumar?

Confira a seguir algumas doenças provocadas pelo tabagismo.

  • O câncer é mais comum nas regiões da língua, laringe, faringe, pulmão, gengiva, traqueia, útero, próstata, reto e pele. O câncer de boca e garganta, por exemplo, pode fazer com que o fumante tenha dificuldades para falar, engolir, ou comer. Outros tipos associados de câncer ao fumo incluem o de esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga e intestino.
  • Com relação às doenças respiratórias, o fumo pode provocar problemas de pulmão, enfisemas e bronquite crônica. No caso do enfisema, o fumante começa a apresentar sintomas como dificuldade para respirar, já que a doença vai destruindo aos poucos os alvéolos pulmonares.
  • O coração é um dos órgãos mais afetados pelo fumo.
  • Quando o fumante traga a fumaça, o organismo sofre diversas alterações como aumento da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e a constrição dos vasos sanguíneos. Com o passar do tempo, as artérias ficam bloqueadas, ou seja, entupidas, estreitas, o que significa que o coração terá de bater com mais força, e aí o fumante pode desenvolver problemas cardiovasculares. Como consequência, o fumante estará mais propenso a ter um acidente vascular cerebral, infarto agudo, aneurisma da aorta, angina e tromboses venosas.
  • O acidente vascular cerebral pode provocar a morte, ou então deixar a pessoa inválida pelo resto da vida. Outra consequência é a paralisia permanente e até a perda da fala.
  • Outro problema cardiovascular frequente é com relação à doença vascular periférica. Ou seja, a circulação do sangue é prejudicada, e isso pode afetar as pernas e os pés, podendo até levar à gangrena e à amputação dos membros inferiores.

Problemas de saúde do cigarro
 

  • Muitas pessoas não sabem, mas fumar também pode causar danos irreversíveis nos olhos, pois o fumo pode provocar danos no fundo do olho. Assim sendo, com a degeneração ocular, o fumante pode até ficar cego.
  • O tabagismo causa impotência sexual no homem.
  • A infertilidade é um dos maiores riscos da mulher fumante. Ela também é mais propensa a desenvolver câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos antes) e dismenorreia (sangramento irregular).
  • Mulheres grávidas jamais devem fumar durante a gestação, pois o desenvolvimento do bebê é prejudicado devido à redução da circulação de sangue na placenta. O fumo também limita a quantidade de oxigênio e de nutrientes que devem chegar até o bebê. Como consequências do fumo durante a gravidez, a mulher pode sofrer aborto, ter complicações durante o parto, ter parto prematuro e até correr o risco de morte fetal. O bebê também pode nascer com o cérebro ou o corpo menor do que o normal.
  • Se os bebês podem ser afetados pelo fumo, a criança também não deve ser exposta à fumaça do cigarro. Isto porque a criança pode desenvolver doenças como pneumonia, asma ou infecções do ouvido.
  • Além do envelhecimento precoce da pele, devido à falta de oxigenação, o tabaco também inibe a produção de colágeno e elastina, que impedem a flacidez, e ajudam no surgimento da celulite. O surgimento precoce de rugas em volta dos lábios pode ser uma consequência em mulheres que fumam.
  • O fumo constante ainda enfraquece o cabelo, faz secar a pele e reduz o olfato e o paladar.

Seu organismo sem cigarro

Largar o vício não é nada fácil, mas se pensarmos na melhora da qualidade de vida de um ex-fumante, com certeza vale a pena tentar, se esforçar e optar por parar de fumar. Afinal, sempre é bom desintoxicar o organismo de substâncias maléficas. 

Então, se o que falta é informação, confira a seguir os benefícios de um organismo sem fumo. Logo nas primeiras horas e semansa sem o cigarro você irá perceber que o seu corpo já estará reagindo muito bem à falta da nicotina. 

  • 20 minutos – a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal
  • 2 horas – não tem mais nicotina circulando no sangue
  • 8 horas – o nível de oxigênio no sangue se normaliza, e o excesso de monóxido de carbono já saiu do corpo
  • 1ª semana – o paladar e o olfato melhoram
  • 3 semanas – a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora
  • Três meses – o pulmão começa a melhorar
  • 12 meses – o risco de doença cardíaca reduziu pela metade
  • 5 a 10 anos – o risco de sofrer infarto é igual ao de quem nunca fumou