Chocolate – saiba tudo sobre essa maravilhosa iguaria

Feito com base na amêndoa fermentada e torrada do cacau, o chocolate é um dos alimentos mais consumidos no mundo. Não é de hoje que o chocolate faz sucesso entre as pessoas. As civilizações pré-colombianas da América Central já conheciam o seu sabor e foram os responsáveis por introduzir o cacau na Europa, através dos espanhóis.

 

Segundo pesquisas, o cultivo da planta do cacau (Theobroma cacao) já era realizado pelos povos Maias e Astecas há mais de 3000 anos.

Os astecas, por exemplo, preparavam uma bebida quente e amarga chamada xocoatl, com grãos de cacau torrados. Já os Maias tinham o chocolate como símbolo de vida e fertilidade, e também utilizavam a bebida em celebrações, como em casamentos. Símbolo de energia, o chocolate era considerado afrodisíaco, sendo, portanto, oferecido como bebida para os soldados.

Quando foi para a Europa, o chocolate se tornou popular, especialmente a partir dos séculos XVII e XVIII. Os europeus começaram a introduzir outros ingredientes para agradar ao paladar. E com o processo industrial e as técnicas culinárias, o chocolate ganhou novos ingredientes como o leite, por exemplo.

Atualmente, encontramos chocolates de diversas marcas e tipos, e em estado sólido (barras de chocolate, ovos de Páscoa, bombons, chocolate em pó) e líquido (chocolate quente e achocolatado). Além é claro de poder saborear tortas, biscoitos, mousses, sorvetes e outros alimentos feitos à base de chocolate. 

História do chocolate

A origem do chocolate vem de civilizações muito antigas da América Central. Com a colonização europeia, a bebida se difundiu na Europa e sofreu mudanças para agradar o paladar dos europeus. O chocolate se tornou popular especialmente a partir dos séculos XVII e XVIII. Como não é possível plantar cacau na Europa, até os dias de hoje os países tropicais são os maiores fabricantes (América Central, América do Sul e África Ocidental).

historia do chocolate

Para chegar ao que é hoje o chocolate passou por muitas mudanças. Originalmente o chocolate era uma bebida fria e amarga sem nada para adoçá-la, consumida pelos nativos. Logo os colonizadores europeus passaram a misturar especiarias para tornar o chocolate mais palatável e tentaram adoçá-lo com açúcar da cana, anis e canela. Também começaram a esquentar a mistura, o que tornou o chocolate muito apreciado.

 

Os suiços, renomados pelos seus maravilhosos chocolates, fundaram a primeira fábrica em 1819 pelas mãos de François-Louis Cailler. Já na Holanda foi fabricado o cacau em pó pela primeira vez, através de um método de extração da gordura das sementes torradas. Coenraad van Houten foi quem conseguiu fabricar o cacau em pó, tornando possível diluí-lo em água e fabricar chocolate sólido. Em 1849 a primeira barra de chocolate foi fabricada, pelo inglês Joseph Fry. Em 1879 o suiço Daniel Peter usou leite condensado (inventado pelo químico Henry Nestlé) para criar o chocolate ao leite que comemos até hoje.

Os primeiros empresários do cacau surgiram no final do século 19. Famílias como Hershey, Fry, Caldbury, Cailler, Rowntree, Nestlé, Suchard, Toble e Lindt dominaram o ramo.

O chocolate branco foi inventado em 1913. A Baker's Company publicou uma receita de tabletes de baunilha que usava manteiga de cacau, leita, açúcar e baunilha. Como ao invés de levar cacau a receita levava apenas a gordura tirada da semente (manteiga de cacau), o doce foi batizado de chocolate branco.

Chocolate no Brasil

Os portugueses trouxeram o cacau para o Brasil na primeira metade do século XIX. Como o solo e as condições climáticas eram favoráveis o Brasil se transformou no maior produtor de cacau no início do século vinte. As primeiras fábricas de chocolate do Brasil datam da segunda metade do século 19. A mais antiga ainda em atividade é a Neugebauer Irmãos & Gerhardt, fundada em 1891. Atualmente a Garoto, Kraft e Nestlé dominam 90% do mercado nacional. A Mars detém 3% e o restante se divide em centenas de fábricas regionais. A produção do país coloca o Brasil como quarto maior produtor de chocolates do mundo.

O melhor chocolate do mundo

Há muitas marcas de chocolate em todo o mundo e de excelente qualidade, inclusive famosíssimas, como Godiva, Neuhaus, Richart e Guvlian, por exemplo, mas qual será o melhor chocolate do mundo? Os chocolates belga e francês estão entre os mais apreciados, porém um chocolate italiano chamado Amedei Chuao é considerado o melhor do mundo.

Amedei

Fabricado na Toscana, esse chocolate usa os grãos de cacau Chuao da Venezuela, país que é considerado um dos melhores produtores de cacau do mundo. O chocolate Amedei Chuao, criado pelos irmãos Alessio e Cecilia Tessieri, possui 70% de cacau. 

BENEFÍCIOS DO CHOCOLATE

Já está comprovado que o chocolate faz bem à saúde se for consumido com moderação e de maneira correta. Aliás, o chocolate traz muitos benefícios ao organismo, principalmente os que têm maior concentração de cacau, como o chocolate amargo. Devido à presença de flavonoides (substância antioxidante e anti-inflamatória), por exemplo, o chocolate ajuda no bom funcionamento cardíaco, no aumento da quantidade do colesterol bom e na diminuição do colesterol ruim.

O chocolate também ajuda no controle da ansiedade, melhora o humor e transmite sensação de bem-estar, já que esse alimento aumenta a produção de endorfina e dopamina, duas substâncias relacionadas ao relaxamento. Ele ainda se torna um grande aliado da mulher na época da TPM (Tensão Pré-Menstrual). Além disso, o chocolate pode ser utilizado em tratamentos de beleza (massagens, máscaras, banhos de ofurô, etc), pois possui poder hidratante e combate os radicais livres, evitando a oxidação das células.

Apesar dos efeitos benéficos do cacau, é preciso comer com moderação, já que chocolate engorda se for ingerido de forma exagerada. Por isso, a melhor opção para quem não quer engordar é optar pelo chocolate amargo (principalmente os que possuem concentração de cacau acima de 70%), que contém uma quantidade maior de cacau e pouco açúcar. Já o chocolate ao leite e o branco, por exemplo, não são recomendáveis para quem está de dieta, já que os dois têm maior valor calórico. Aliás, o chocolate branco também contém grande teor de gordura.

A quantidade de chocolate que é ingerida diariamente também vai interferir no aumento de peso. Por isso, pode-se afirmar que é possível comer chocolate diariamente, mas em pequenas quantidades. O ideal é que seja consumida somente uma pequena porção de 20 a 30g, o equivalente a um ou dois quadradinhos de uma barra de chocolate.

Mas, se você não vive sem chocolate e não quer engordar vale a pena consultar a tabela nutricional do chocolate antes de comprá-lo. Desta forma, será possível escolher o chocolate que tem menos calorias, menos açúcar ou menor teor de gordura.

Além de se preocupar se o chocolate engorda ou não, outra preocupação, principalmente das mulheres, é saber se o chocolate dá espinha. Não, chocolate não dá espinha, isso é um mito, ou seja, até hoje não foi comprovada cientificamente a relação entre o chocolate e o surgimento de espinhas. O que acontece é que alguns alimentos são muito gordurosos e aumentam a oleosidade da pele. Por isso, chocolates com maior concentração de gordura podem fazer com que pessoas que têm propensão ao desenvolvimento de acne, apresentem problemas de pele após o consumo. Por outro lado, o chocolate pode provocar dor de cabeça e enxaqueca em algumas pessoas. 

Coma chocolate sem culpa

Assim como qualquer alimento, o chocolate pode ser consumido sem culpa. Basta não exagerar e comer um pouco por dia, por exemplo. Confira a seguir algumas dicas para você aproveitar os benefícios do chocolate sem engordar.

Coma somente uma barra pequena (de 25 a 30 gramas) de chocolate por dia, principalmente se você não quer engordar. Já quem quer emagrecer o recomendável é consumir uma barra pequena quatro vezes por semana ou um bombom (15 gramas) por dia.

  • Consuma o chocolate pela manhã, em jejum. Pesquisa feita pelo Departamento de Nutrição Humana da Universidade Real de Copenhague, na Dinamarca, com voluntários mostrou que quem comeu chocolate nesse horário teve menos apetite e ainda consumiu 15% menos calorias ao longo do dia;
  • Você pode comer um pedaço pequeno chocolate na sobremesa;
  • Se for consumir o chocolate no lanche da tarde, combine-o com um iogurte ou uma taça de salada de frutas;
  • Não é recomendável comer chocolate após às 18h;
  • O chocolate amargo é o melhor para a saúde, pois contém antioxidante que reforça a imunidade e protege o coração. O ideal, portanto, é comer uma barra com mais de 40% de cacau e de boa qualidade.

Chocolate é afrodisíaco?

De onde vem essa profunda ligação do chocolate com o amor? Namorados presenteiam suas namorados com chocolates, que sempre desempenharam um papel extremamente romântico. Em várias situações é usado também como afrodisíaco. Mas será que o chocolate é afrodisíaco mesmo?

A história tem fundamento. Segundo relatos, o imperador Azteca Montezuma bebia algo feito à base de chocolate quando visitava suas esposas. Ou seja, os descobridores do chocolate já faziam a relação entre a bebida e o amor, usando-a como afrodisíaco. O aventureiro e sedutor Casanova dizia que o chocolate era o "elixir do amor". Marquês de Sade, eternamente conhecido por seus contos eróticos, foi o responsável definitivo pelo mito do chocolate ser afrodisíaco. Ele introduziu o chocolate em uma de suas histórias obscenas. No conto em questão, o chocolate foi misturado à cantaria, um inseto ustilizado na medicina antiga ao qual eram atribuídos poderes afrodisíacos – e distribuído como pastilhas em uma festa. "Os convidados queimaram com ardor lascivo", segundo o texo. Pronto, a relação entre chocolate e afrodisíaco estava fundamentada.

Na verdade o chocolate contém substâncias que contribuem para o mito:

  • Cafeína: atua como estimulante
  • Tobromina: estimula o coração e o sistema nervoso
  • Fenil-etil-amina: age como anti-depressivo ajudando o humor
  • Aminoácido triptofano: aumenta a produção de serotonina, responsável pela sensação de bem-estar

Acredita-se que essa combinação dessas substâncias produza uma energia extra e faz o coração disparar. Outro fator que relaciona chocolate com amor! Mas essas substâncias são encontradas em menor quantidade nos chocolates industrializados de hoje. Talvez na época do Montezuma o chocolate in natura fizesse mais efeito.

Tipos de chocolate

Chocolate Amargo – maior concentração de massa de cacau (cerca de 70%), pouco açúcar e sem adição de leite. Rico em flavonoides (substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias encontradas em alguns alimentos como o chocolate amargo que possuem diversos benefícios para o corpo humano, se consumidos na quantidade correta).

Chocolate Meio Amargo – geralmente contém cerca de 50% de cacau. Também contém pouco açúcar.

Chocolate ao Leite – esse tipo de chocolate leva leite em pó ou leite condensado em substituição à parte da massa de cacau, que fica entre 30% e 40%. O chocolate ao leite tem grande quantidade de açúcar e a textura é mais cremosa. Maior valor calórico do que o chocolate amargo.

Chocolate Branco – feito com manteiga de cacau, açúcar, leite e lecitina Não contém sementes de cacau. É o mais doce e de textura bem cremosa. Não contém antioxidantes. É o que contém maior teor de gordura e valor calórico.

Chocolate em pó – é feito com a amêndoa de cacau moída, sem a manteiga de cacau. Pode apresentar diferentes concentrações de cacau. É muito utilizado em receitas.

Achocolatado – mistura de chocolate em pó, leite e muito açúcar. Geralmente utilizado para misturar ao leite.

Chocolate Orgânico – o cacau é orgânico, não sendo produzido com agrotóxicos nem com fertilizantes químicos. Há as opções ao leite, amargo e à base de soja.

Chocolate para cobertura – possui alta concentração de manteiga de cacau, que pode ser meio amargo, ao leite ou branco. Muito usado no acabamento de bolos e doces.

Chocolate Diet – composto por massa e manteiga de cacau e vanilina. O açúcar é substituído por substâncias como sorbitol e sacarina. No entanto, apesar de não ter açúcar em sua composição, o chocolate diet pode ter mais gordura e calorias que o tradicional.

Chocolate à base de soja – 100% vegetal, feito com extrato de soja. Não contém lactose ou glúten. Indicado para pessoas com intolerância à lactose. A versão sem açúcar pode ser consumida por diabéticos.

Alfarroba – parece chocolate, mas não é. Seu gosto é similar ao do chocolate amargo. Pode ser consumido por quem tem alergia a leite, pois é isento de lactose, glúten e açúcar (pode ser consumido por diabéticos). Tem somente 0,7% de gordura, e é pouco calórica.