Tudo sobre o Transtorno Bipolar

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Você provavelmente já ouviu falar em transtorno bipolar, mas você sabe o que é bipolar? Sabe por que as pessoas alternam períodos de excitabilidade, muito bom humor com momentos de depressão ou irritação? No passado, o transtorno bipolar era chamado de psicose maníaco-depressiva, sendo considerada uma doença psiquiátrica.  Hoje em dia, sabe-se que a bipolaridade está associada a algumas alterações funcionais do cérebro, e que as oscilações de humor podem ocorrer muito rapidamente.

 

Assim sendo, de uma hora para outra, a pessoa pode mudar a sua forma de agir e pensar e tomar decisões por impulso ou apresentar comportamentos extravagantes. Ela pode chegar ao máximo da euforia e depois cair numa depressão profunda. Ou seja, o transtorno de humor pode levar a pessoa ao ápice da euforia, da mania ou da hipomania (fase maníaca), e ao fundo da depressão (fase depressiva). Encontrar o equilíbrio entre a euforia e a depressão é o objetivo principal do tratamento para transtorno bipolar.  

Homens e mulheres são afetados pela doença da mesma forma, porém crianças, adolescentes, jovens e idosos também podem sofrer de bipolaridade. No entanto, a faixa etária mais atingida pela doença é entre os 15 e os 25 anos. 

O motivo pelo qual algumas pessoas sofrem do transtorno bipolar ainda é desconhecido, mas já se sabe que a probabilidade de uma pessoa ter bipolaridade é maior se já tiver algum caso familiar.

Nem sempre as famílias encontram respostas para suas dúvidas quanto ao transtorno bipolar, por isso foi criada a ABRATA (Associação Brasileira de Transtornos Afetivos), um grupo de apoio para os familiares de portadores de transtorno do humor. O site da ABRATA é (http://www.abrata.org.br/new/). 

Não há idade para ser bipolar

Crianças costumam ser hiperativas, cheias de energia e não param quietas. Isso é normal. Mas, se elas apresentarem um quadro de instabilidade repentina e começarem a oscilar entre a euforia e a depressão, e a apatia e a hiperatividade, as crianças podem estar apresentando um quadro de transtorno bipolar. O que fazer então? Reprimir? Tentar educar o filho à força? Não. O mais indicado é levar a criança em um pediatra para que possa ser feito um diagnóstico mais detalhado. Até mesmo para saber se já havia casos na família.

Na adolescência, os primeiros sinais começam a aparecer a partir dos 15 anos.

Não pense que o Senza dubbio, quest’adattamento e abbastanza comodo per chiunque voglia divertirsi con i casino giochi , ma nessuno deve essere indifferente riguardo a tutte le sue componenti. transtorno bipolar somente aparece em crianças, adolescentes e jovens. Até mesmo em idosos os sintomas podem surgir. Por isso, o importante é o diagnóstico precoce, pois quanto mais rápido a bipolaridade for descoberta, maiores são as chances de não haver interferências profundas na personalidade da criança, ou no caráter do adolescente, por exemplo. 

 



 

Sintomas do transtorno bipolar

Os sintomas do transtorno bipolar podem se manifestar de duas formas: quando a pessoa está no ápice da euforia (fase maníaca) ou no fundo do poço (fase depressiva). Confira a seguir os sintomas de um e de outro tipo de comportamento.

Sintomas na fase maníaca

  • Grande agitação ou irritação
  • Hiperatividade
  • Aumento de energia
  • Fala em excesso
  • Gastos excessivos
  • Grande autoestima
  • Pensamento acelerado
  • Fácil distração
  • Não necessita de tanto sono
  • Capacidade de discernimento diminuída
  • Grande envolvimento em atividades
  • Bebe demais, compulsão por comida e/ou uso excessivo de drogas
  • Não consegue controlar o temperamento
  • Sexo com muitos parceiros, podendo chegar à promiscuidade

Sintomas na fase depressiva

  • Autoestima em baixa
  • Desânimo ou tristeza diária
  • As atividades que antes davam prazer são deixadas de lado
  • Pensamentos comuns sobre morte e suicídio
  • Afastamento dos amigos
  • Sentimento de inutilidade. Não tem esperança. Se sente culpado.
  • Cansaço, fadiga ou falta de energia
  • Ou come excessivamente e ganha peso, ou perde o apetite e perde peso
  • Ou tem problemas para dormir ou excesso de sono
  • Falta de concentração, dificuldade para lembrar ou para tomar decisões 

Tratamento do transtorno bipolar

Antes de iniciar o tratamento para transtorno bipolar, o primeiro passo é identificar o que está desencadeando essa alternância de humor. O médico deve se preocupar também com os problemas emocionais que podem afetar o tratamento.

Apesar de as causas exatas do transtorno bipolar ainda não serem conhecidas, existe tratamento, no entanto, à princípio não há cura definitiva para quem sofre de bipolaridade. Porém, é possível haver melhora no quadro do paciente. Tanto é que muitos pacientes recebem alta e retomam suas atividades normais.  

Mas, quais são os principais objetivos do tratamento se não há cura definitiva? O tratamento de bipolaridade serve para reduzir a gravidade e a frequência com que as mudanças de humor ocorrem; para evitar a alternância entre as fases (euforia/mania e depressão); para ajudar o paciente a agir da melhor maneira possível durante a crise; para evitar possível hospitalização (que pode ocorrer em meio a um episódio maníaco ou depressivo) até que seu humor seja estabilizado; e para impedir comportamento autodestrutivo e até tentativas de suicídio (risco real durante a mania e a depressão).

Para estabilizar o humor são prescritos medicamentos como anticonvulsivos (ajudam a controlar as crises de mania), antipsicóticos (estabilizador do humor), antiansiedade e antidepressivos. Estes últimos, porém, devem ser usados com cuidado, já que apesar de serem eficazes, os antidepressivos podem fazer com que o paciente volte a apresentar euforia sem limites, ou tenha comportamento contrário como recaída, aumento da frequência das crises e até depressão. Por isso, os antidepressivos só podem ser administrados em conjunto com remédios que sejam estabilizadores de humor.

Outro possível tratamento é com terapia eletroconvulsiva (TEC), que usa uma corrente elétrica para causar uma convulsão enquanto o paciente está anestesiado. É indicada no caso das depressões que não são amenizadas com medicamentos.

Apesar do tratamento, porém, os pacientes podem voltar a sentir depressão e mania.