O que é eclâmpsia e pré-eclâmpsia?

Algumas mulheres grávidas desenvolvem um quadro de pré-eclâmpsia durante a gestação. Mas, você sabe o que é pré-eclâmpsia? É quando a mulher desenvolve um quadro de pressão alta na gravidez associado à perda de proteínas na urina. Normalmente, a doença acomete mulheres grávidas após a 20ª semana (principalmente no 3º trimestre).

Nem todas as mulheres desenvolvem um quadro de hipertensão durante a gravidez. Aliás, a pré-eclâmpsia ocorre em uma pequena porcentagem das gestações (entre 5% a 10% das gestações, sendo que 75% são casos leves e 25% casos graves). No entanto, em algumas mulheres a pré-eclâmpsia evolui para a eclâmpsia, tornando-se, portanto, uma forma mais grave da doença. A eclâmpsia põe em risco a vida da mãe e do feto.

As causas da eclâmpsia e pré-eclâmpsia ainda não são conhecidas exatamente, mas é possível estabelecer os principais fatores de risco, além de a doença estar associada à hipertensão arterial, que pode ser crônica (já existia antes da gravidez e continuará existindo durante e depois) ou ser decorrente da gravidez (hipertensão gestacional).

É importante ressaltar que somente um ginecologista-obstetra pode fazer o controle da pressão arterial na gravidez. E que o tratamento para eclâmpsia é o término da gravidez. Assim sendo, às vezes é necessário a indução do parto.  

Confira a seguir o que pode desencadear pré-eclâmpsia e eclâmpsia:

  • primeira gestação
  • obesidade
  • idade superior a 35 anos ou inferior aos 18 anos
  • gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos)
  • histórico familiar de pré-eclâmpsia
  • mulheres previamente hipertensas (hipertensão crônica)
  • lúpus
  • diabetes
  • doença renal crônica
  • gestantes com doenças autoimunes

Sintomas da pré-eclâmpisa

Quando a mulher está grávida é preciso ficar atento aos sintomas da pré-eclâmpsia, apesar de ser difícil identificar a doença. Então, se está na fase gestacional preste atenção se sentir:

  • Inchaço nas mãos e rosto/olhos (edema)
  • Piora súbita dos edemas
  • Ganhar mais de 1kg por semana

Sintomas pré-eclâmpsia

Há, porém, alguns sintomas da gravidez mais graves que merecem atenção das gestantes. Confira:

  • Dor de cabeça constante, enxaqueca, cefaleia
  • Dor abdominal, sentida principalmente no lado direito, abaixo das costelas.
  • Diminuição da quantidade de urina
  • Náusea e vômito
  • Dor de estômago
  • Problemas de visão, como visão embaçada, sensibilidade à luz, perda temporária da visão, sensação de luzes piscando.

Sintomas da eclâmpsia

Os principais sintomas da eclâmpsia incluem:

  • Dores musculares
  • Convulsões (pode ser precedida por dor de cabeça, de estômago e perturbações visuais)
  • Sangramento vaginal

Tratamento de pré-eclâmpisa

O pré-natal ao longo de toda a gravidez é importantíssimo para que o quadro de pré-eclâmpsia seja controlado e, assim, não evolua para eclâmpsia.

Outros cuidados devem ser tomados pelas gestantes, como, por exemplo, fazer repouso, adotar uma dieta com pouco sal e medir com frequência a pressão arterial.

Tratamento pré-eclâmpsia

Quando o caso é mais grave podem ser prescritos medicamentos anti-hipertensivos e anticonvulsivantes.

O parto normal é sempre a melhor opção, mas quando isso não é possível, aí será necessário fazer a indução do nascimento do bebê. Em casos de pré-eclâmpsia grave, por exemplo, a recomendação é a antecipação do parto. A decisão é tomada para evitar um quadro de eclâmpsia. Desta forma, preserva-se a vida da gestante e do bebê. 
Nem sempre, porém, a pré-eclâmpsia ocorre em idades gestacionais que permitam a indução do parto sem que o feto seja afetado. Por outro lado, se a gestação não for levada até o final a gestante poderá sofrer sérias consequências.

Assim sendo, é preciso analisar caso a caso para decidir se o parto será ou não induzido. Para tanto, será necessário levar em conta aspectos como as condições de saúde da mãe e do feto, a gravidade da pré-eclâmpsia e a idade gestacional.

Tratamento de eclâmpsia

As mulheres que apresentam quadro de pré-eclâmpsia precisam ser acompanhadas e monitoradas para que seja identificado o mais rapidamente possível os sinais de piora ou de possível eclâmpsia.

Para que o parto prematuro seja realizado sem riscos de complicações, o monitoramento é feito em casos graves até 32 a 34 semanas de gravidez e casos leves até 36 a 37 semanas.

Em casos de eclâmpsia, a medicação com anticonvulsivos é recomendável, pois não afeta a gestante nem o bebê. Existe também a possibilidade da prescrição de medicamentos voltados para a redução da pressão arterial. No entanto, se a pressão permanecer alta mesmo com a medicação será necessário fazer o parto.

Mulheres grávidas com eclâmpsia estão sujeitas a apresentar convulsões no momento do parto ou até 48h após o nascimento do bebê, podendo durar, em média, 1 minuto. Geralmente, antes das crises convulsivas as mulheres sentem dor abdominal intensa, dor de cabeça e alterações visuais. O tratamento recomendado é sulfato de magnésio.

O término da gravidez é o único tratamento curativo para mulheres que sofrem de eclâmpsia.