O que é diabetes

diabetes ou diabetes mellitus se manifesta quando há um aumento das taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) e quando o pâncreas, que é o responsável pela manutenção do metabolismo da glicose, não consegue produzir a insulina. Assim, quando existe a ausência total ou parcial da insulina, a pessoa desenvolve a diabetes.

 

As causas da diabetes vão depender do tipo de doença, mas a causa da diabetes tipo 1, por exemplo, ainda é desconhecida. No entanto, ela tem características de ser uma doença autoimune, já que, erroneamente, o corpo ataca as células do pâncreas que produzem insulina.

Controlar a obesidade, manter uma dieta equilibrada, fazer exercícios físicos, aplicar a insulina da maneira correta são algumas das recomendações para quem sofre de diabetes. E para que a administração de insulina seja feita de forma correta deve-se fazer o teste de glicemia capilar, que tem como objetivo fazer o monitoramento dos níveis de açúcar no sangue durante o dia.

O diagnóstico precoce do diabetes é importante, pois o tratamento evita complicações, já que, se a diabetes não for tratada adequadamente, a pessoa poderá ter problemas nos olhos (perda de visão), no coração (diminuição da circulação sanguínea pode causar ataque cardíaco), nas pernas (fraquezas), nos rins (necessitar de hemodiálise), na pele (feridas, úlceras, amputações, infecções) e nos nervos (paralisia), etc.

Há três tipos de diabetesdiabete tipo 1diabete tipo 2 diabetes gestacional. Vamos conferir as características, os sintomas e as formas de tratamento de cada um deles. 

Pré-diabetes

Como o nome já sugere, a pré-diabetes é um alerta que deve servir para evitar a diabetes em si. O paciente está a um passo de desenvolver diabetes, mas se hábitos de vida melhores forem adotados as chances do quadro de pré-diabetes ser revertido são muitas.

Estudos apontam que indivíduos com pré-diabetes desenvolvem o tipo 2 da doença em dez anos se não perderem pelo menos 5% do peso corporal. O recomendado pelos médicos é fazer dieta e atividade física. Um controle nutricional mais rigoroso e cerca de 150 minutos de exercícios semanais já são capazes de reduzir até 58% o risco de diabetes em quem é pré-diabético.

Veja o quadro abaixo para saber o que é a pré-diabetes e como evitá-la.

Tipos de diabetes

Muitos médicos dizem que existem dois tipos de diabetes melitus, o diabete tipo 1 e o diabete tipo 2. Porém vamos incluir o diabetes gestacional (acontece apenas durante a gravidez) nos tipos de diabetes, já que é semelhante ao tipo 2. Então cobriremos causas, sintomas e tratamentes desses 3 tipos de diabetes que têm algo em comum: todos causam níveis elevados de glicose.

Apenas uma observação: existe uma doença chamada diabetes insipidus, muito rara, mas que não tem nada a ver com o açúcar. É uma condição onde os rins não são capazes de preservar a água do organismo, fazendo o paciente perder líquido em excesso através da urina, o que leva à distúrbios do sono, inchaço, desidratação, arritmias cardíacas graves e problemas neurológicos e musculares.

O diabetes insipidus pode ser do tipo central, quando o problema está na produção do hormônio antidiurético (responsável por controlar a água da urina); ou nefrogênico, quando o rim é defeituoso e incapaz de segurar a água durante a filtração do sangue.

DIABETES TIPO 1

 

A diabetes tipo 1 é conhecida como diabetes insulinodependente, diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado. Ela surge quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, já que as células se autodestroem. Por isso, quem sofre com essa doença necessita de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais, ou seja, a pessoa depende de insulina para viver. Os portadores da doença não podem se esquecer de aplicar a insulina, pois correm risco de vida.

Esse tipo de diabetes ocorre em qualquer idade, porém é mais comum que ela surja na infância, adolescência ou adultos jovens (diabetes infanto-juvenil).  

Apenas 10% dos diabéticos têm a diabete tipo 1.

Cuidar da alimentação, fazer exercícios e controlar a insulina é necessário para que o paciente com diabetes tipo 1 tenha uma vida mais saudável.

Lembre-se que para fazer exercícios regulares é necessária a orientação de um profissional. 

SINTOMAS DA DIABETES TIPO 1

Os sintomas da diabetes tipo 1 começam muito rapidamente, e há casos em que é necessária a internação do paciente assim que a doença é diagnosticada.

Os principais sintomas do diabetes tipo 1 estão descritos a seguir.

  • Muita sede
  • Fome excessiva
  • Sensação de cansaço, fadiga ou fraqueza
  • Visão embaçada
  • Perda da sensibilidade ou sensação de formigamento nos pés
  • Perda de peso involuntária, sem explicação aparente
  • Necessidade de urinar com mais frequência e em grande quantidade
  • Náuseas e vômitos
  • Boca seca
  • Infecções frequentes da urina, vagina (candidíase vaginal) ou da pele

Algumas pessoas podem apresentar sintomas mais graves da doença e, por isso, irão necessitar de atendimento imediato. Confira os sinais mais graves da diabetes tipo 1.

  • Tremores e confusão.
  • Respiração pesada, difícil, acelerada.
  • Mau hálito (cheiro de “maçãs podres”).
  • Dor abdominal intensa.
  • Perda de consciência (incomum). 

TRATAMENTO DA DIABETES TIPO 1

tratamento da diabetes tipo 1 começa com a realização de um check-up toda semana. Isso é necessário para que haja um controle do nível de açúcar no sangue.  

O médico deve analisar o resultado dos exames de urina e também o monitoramento caseiro do nível de açúcar no sangue. Ou seja, é super importante consultar o médico para que ele possa acompanhar e monitorar possíveis complicações decorrentes da doença a longo prazo.

Para manter os níveis de glicemia sempre dentro dos valores considerados normais ou o máximo possível do normal (entre 80 e 140 mg/dL), é preciso que o paciente alimente-se de forma adequada, pratique exercícios e tome insulina diariamente (a dosagem é recomendada pelo médico, mas geralmente são necessárias de 2 a 4 doses diárias).

A insulina pode ser aplicada por via subcutânea, mas também é possível que uma bomba aplique a insulina continuamente. Pessoas com diabetes tipo 1 devem aprender como aplicar a insulina em si mesmos. Elas também devem verificar a glicose em casa, visando o melhor controle da diabetes e para informar ao médico quando solicitado. A medição do nível de açúcar do sangue é feita com um glicosímetro. 

CUIDADOS COM A DIABETES TIPO 1

Com a diabetes não se brinca. Por isso é importante obedecer a orientação do médico, pois a doença pode, por exemplo, danificar os vasos sanguíneos e os nervos do pé. E se isso acontecer, o paciente tem dificuldade para sentir pressão nos pés e poderá demorar a notar uma lesão no local. Consequentemente, o quadro de infecção poderá se tornar grave.

Os vasos sanguíneos também podem apresentar problemas. E aí irão surgir pequenas feridas ou rachaduras na pele que podem se tornar feridas mais profundas (úlceras). Há casos em que é necessário amputar o membro afetado devido ao diabetes, por isso qualquer ferimento nos pés, por exemplo, deve ser tratado rapidamente.  

Para evitar problemas nos pés, o paciente deve:

  • Aumentar o controle do açúcar no sangue.
  • Parar de fumar.
  • Verificar e cuidar dos pés todos os dias.
  • Realizar um exame nos pés pelo menos duas vezes por ano para verificar se há lesões nos nervos.
  • Usar sempre o tipo ideal de sapatos. 


DIABETES TIPO 2

O diabetes tipo 2 é uma doença crônica, cuja característica é apresentar altos níveis de açúcar (glicose) no sangue. A maior incidência da doença ocorre depois dos 40 anos de idade, mas também acomete crianças e adolescentes acima do peso. O diabetes tipo 2 também é comum em pessoas que apresentam histórico familiar da doença.

Nesse tipo de diabetes, existe a presença da insulina (necessária para levar o açúcar do sangue – glicose – às células), porém o organismo resiste à ação da insulina, e aí o açúcar do sangue não entra nessas células. Assim, quando isso acontece, ocorre a hiperglicemia, que é quando o sangue acumula altos níveis de açúcar.

Esta é a forma mais comum de diabetes, correspondendo a 90% dos casos da doença. 

SINTOMAS DA DIABETES TIPO 2

Os sintomas da diabetes tipo 2 nem sempre são perceptíveis. Por isso, na maioria das vezes a doença demora muito tempo para ser diagnosticada. No entanto, algumas pessoas apresentam sintomas como:

  • Infecção na bexiga, no rim, na pele ou outras infecções que são mais frequentes ou curam lentamente
  • Fadiga, cansaço
  • Aumento do apetite
  • Aumento do volume da urina
  • Dor ou dormência nas mãos ou pés
  • Vista embaçada ou turva
  • Sensação de coceira e queimação na pele, principalmente nas mãos e nos pés
  • Muita sede
  • Perda de peso 

TRATAMENTO DA DIABETES TIPO 2

Para o tratamento da diabetes tipo 2, é preciso controlar a taxa de açúcar no sangue, por isso o recomendável é que o paciente tenha uma dieta alimentar equilibrada. Assim sendo, é fundamental procurar um nutricionista para orientação, pois somente ele poderá dizer sobre a quantidade de gordura, proteínas e carboidratos necessária em sua dieta. Vale ressaltar que é preciso controlar o peso e seguir uma dieta balanceada.

A atividade física regular também é importante, pois o exercício ajuda a reduzir o nível da glicose, e a controlar o peso devido à queima de calorias e gordura. Lembre-se também que os exercícios devem ser feito sob a orientação de um profissional.

Não está descartada a prescrição de medicamentos para controlar o diabetes tipo 2 e, consequentemente, manter as taxas de glicose quase ou totalmente normalizadas. Os medicamentos podem ser tomados por via oral ou podem ser injetáveis.

O tratamento não depende da aplicação de insulina, mas esta pode ser prescrita.


DIABETES GESTACIONAL

A diabetes gestacional é caracterizada pela presença de alto nível de açúcar no sangue durante a gravidez. A doença começa ou é diagnosticada durante a gravidez. Normalmente o nível de glicose no sangue volta ao normal após o parto. 

Depois de o bebê nascer, as mulheres devem continuar sendo acompanhadas por um médico, já que há possibilidade de desenvolverem diabetes tipo 2, num período de 5 a 10 anos após o parto.

A diabetes gestacional pode provocar algumas complicações para a mulher durante o parto, devido ao tamanho do bebê, pois ele irá nascer maior do que o normal. Devido à dificuldade no parto, o bebê poderá nascer de Cesária. Devido à forma insuficiente como os níveis de açúcar no sangue serão administrados, há um risco de a mulher dar à luz um natimorto (morte fetal antes do parto), ou o de o bebê morrer pouco depois do nascimento. No futuro, o bebê pode ainda desenvolver diabetes. 

RISCOS DE DIABETES GESTACIONAL

A mulher corre o risco de apresentar um quadro de diabetes gestacional quando:

  • estiver com mais de 25 anos ao engravidar.
  • estiver acima do peso antes de engravidar.
  • possuir histórico familiar de diabetes.
  • tiver hipertensão.
  • apresentar líquido amniótico em excesso.
  • tiver dado à luz um bebê com mais de quatro quilos ou com algum defeito de nascença.
  • tiver passado por um aborto espontâneo de causa indeterminada ou tiver tido um natimorto.
  • apresentar açúcar (glicose) na urina quando fizer uma consulta de pré-natal periódica. 

SINTOMAS DA DIABETES GESTACIONAL

Nem sempre é possível detectar os sintomas da diabetes gestacional, por isso é importante que durante o pré-natal as mulheres grávidas façam os exames para o diabetes. Há mulheres, porém, que apresentam sintomas leves. Confira os tipos de sintomas mais frequentes durante a gravidez.

  • Visão turva
  • Fadiga, cansaço
  • Infecções frequentes por fungos, incluindo as na bexiga, vagina (candidíase vaginal) e pele
  • Aumento da sede
  • Náusea e vômitos
  • Diurese mais frequente (urina aumentada)
  • Perda de peso, apesar do elevado apetite 

TRATAMENTO DA DIABETES GESTACIONAL

Para que seja possível manter o nível de açúcar no sangue (glicose) dentro dos limites normais durante a gravidez, a recomendação para o tratamento da diabetes gestacional é que a grávida faça uma dieta orientada por um médico. A dieta deve ser moderada em gordura e proteína. Alimentos com muito açúcar, como refrigerantes, sucos de fruta e doces devem ser consumidos em menor quantidade. Deve haver ainda um controle de alimentos com carboidratos como cereais, massa, pão e arroz.

Durante toda a gestação, o médico deve acompanhar a mulher grávida e seu bebê, através do monitoramento fetal que verifica o tamanho e a saúde do bebê.