Mal de Alzheimer – sintomas e tratamento

Com certeza você já deve ter ouvido falar em mal de Alzheimer. Mas, você sabe o que é Alzheimer? Popularmente chamada de demência, a doença é degenerativa, levando à deficiência e morte gradual os neurotransmissores, moléculas que conduzem os estímulos nervosos transmitidos de um neurônio para outro. O Alzheimer atinge pessoas idosas e a causa da doença ainda é desconhecida. Infelizmente, o mal de Alzheimer ainda é incurável.

 



 

Uma das características principais do mal de Alzheimer é o declínio das funções cognitivas, ou seja, com o tempo a pessoa tem dificuldade para reter memórias recentes, adquirir novos conhecimentos e fazer cálculos, por exemplo. Também ocorre a perda de funções não cognitivas e a pessoa começa a apresentar confusão mental e problemas de comportamento (isolamento, agressividade e apatia).

Há seis fatores de risco conhecidos até o momento:

  • idade (pesquisas indicam que o mal de Alzheimer é mais incidente em pessoas com idade a partir dos 65 anos e depois dos 85 anos)
  • sexo (há um pequeno predomínio da doença entre as mulheres)
  • histórico familiar (pessoas que têm história familiar de Alzheimer ou outras demências são mais propícias a desenvolver a doença)
  • Síndrome de Down (a doença surge com mais frequência em portadores da síndrome de Down, e as alterações neuropatológicas se instalam mais precocemente, a partir dos 35 anos)
  • trauma craniano (nem todos os estudos comprovam, mas boxeadores e pessoas que sofreram traumatismo craniano mais sério são mais suscetíveis a desenvolver a doença)
  • Apolipoproteína (esta proteína está presente na circulação, mas quando a pessoa possui a proteína com determinadas características genéticas, crescem as chances de desenvolver Alzheimer).

Mas, será que é possível fazer algo para proteger o cérebro do mal de Alzheimer? Estudos indicam que a atividade física tem efeito protetor e que manter o cérebro ativo, ou seja, continuar adquirindo novos conhecimentos ao longo da vida faz com que sejam criadas novas conexões entre os neurônios. Assim, manter o cérebro ativo ajuda a retardar o surgimento das manifestações de demência.

 



 

Sintomas do Alzheimer

Os sintomas do Alzheimer começam a aparecer lentamente. Entre os primeiros sintomas destaque para os pequenos esquecimentos, que são considerados normais pelos familiares a partir do momento em que a pessoa envelhece. No entanto, se o esquecimento começar a afetar as atividades do dia a dia e do trabalho, é melhor procurar um médico. Outra indicação de que algo está errado é quando os idosos começam a apresentar um quadro de confusão, ou passam a ficar agressivos, em princípio, sem motivo aparente.

Outros sintomas do Alzheimer incluem dificuldade de raciocínio e de comunicação, diminuição da capacidade de juízo e sinais de desorientação. 

Com o avanço da doença, o paciente passa a se tornar cada vez mais dependente, por isso muitas famílias recorrem a cuidadores de idosos, já que ele precisa de ajuda para fazer tarefas simples do dia a dia como se alimentar, se vestir, se locomover e cuidar da higiene.

O surgimento da doença pode ser dividida em 7 fases:

  • pré-clínico (ainda não se percebe o início da doença, é a etapa silenciosa do mal de Alzheimer)
  • transtorno cognitivo leve (começam a surgir as primeiras evidências a partir da perda cognitiva)
  • forma leve (fase em que o esquecimento começa a ser mais observado por familiares e amigos)
  • forma moderada (estágio em que a pessoa apresenta um quadro de confusão mental, agitação, ansiedade ou apatia)
  • forma moderadamente grave (os afazeres diários já não são mais realizados, a pessoa mostra sinais de desorientação no tempo e espaço e já se torna dependente)
  • forma grave (os cuidados passam a ser em tempo integral. Apresenta sintomas como incontinência urinária e fecal, delírios e obsessões. As internações são frequentes nesta fase)
  • forma muito grave (momento crítico quando a pessoa perde a fala, a consciência e é incapaz de se locomover)

A partir do diagnóstico, não se pode afirmar com certeza o tempo de sobrevida do paciente, mas vai de 2 a 20 anos, dependendo da gravidade do caso. 

Tratamento do mal de Alzheimer

tratamento do Alzheimer é praticamente feito somente com medicamentos, que são utilizados para retardar a velocidade de progressão da doença, já que não há cura para ela. Com os medicamentos é possível melhorar a condição do metabolismo cerebral e preservar por mais tempo as funções intelectuais da pessoa.

O diagnóstico precoce é muito importante no tratamento. E apesar dos resultados serem modestos, é importante medicar o paciente com Alzheimer, pois além de retardar a evolução da doença, há melhora na qualidade de vida do paciente e dos parentes que convivem com ele.

Os medicamentos podem provocar alguns efeitos colaterais no paciente, porém não suspenda o medicamento por conta própria. É importante para que o tratamento surja efeito seguir a orientação médica e tomar a dose diária conforme prescrição.  Quando a administração do medicamento se torna irregular, o resultado final do tratamento de Alzheimer fica comprometido.

A duração do tratamento é obrigatória por um período mínimo de três a seis meses. 

Cuidados com paciente de Alzheimer

Não importa a fase em que o paciente com Alzheimer se encontra, é preciso ter cuidados com ele para que se sinta o mais confortável possível, dentro das suas limitações. Por isso, seguem algumas orientações básicas. 

  • O paciente não deve ser deixado sozinho
  • Como o paciente apresenta orientação de tempo e de espaço é importante manter o ambiente sempre arrumado da mesma forma. Isso ajuda o paciente a evitar ou a reduzir o grau de desorientação. Ele também deve ser mantido no mesmo ambiente para que reconheça o local onde se encontra
  • O paciente não deve ingerir bebida alcoólica nem fumar
  • Ele deve fazer atividades repetitivas ou se ocupar com algo que possa criar uma rotina. Treinamentos de memória ajudam a manter a atividade do cérebro
  • Em casos muito graves, quando a doença está bastante avançada, a internação pode ser uma solução. Lembre-se que nesse estágio o paciente não será capaz de lembrar de sua família, da sua casa e nem do seu passado