Câncer tem cura – sintomas, diagnóstico e tratamento

Muitas pessoas ainda se referem ao câncer como aquela doença. O fato é que quando descoberto precocemente, há mais chances de se obter a cura do câncer. Por isso, é preciso ficar atento aos sintomas do corpo, já que quando há metástase, ou seja, otumor se espalha por outras regiões do corpo, as chances de cura diminuem.

Câncer tem cura – sintomas, diagnóstico e tratamento Mas o que é o câncer? Ela é uma doença que provoca o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. As células se dividem rapidamente e tendem a ser agressivas e incontroláveis, formando os tumores malignos.

O câncer pode surgir em qualquer parte do corpo, porém alguns órgãos são mais afetados que outros. Entre os diversos tipos de câncer, podemos citar: anal, bexiga, boca, colorretal, colo do útero, esôfago, estômago, fígado, infantil, laringe, medula óssea (leucemia), linfoma de Hodgkin, linfoma não-Hodgkin, mama, ovário, pâncreas, pele melanoma, pele não melanoma, pênis, próstata, pulmão, testículo, tireoide e tumores de Ewing, entre outros.

Entre os tratamentos de câncer existentes a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são os mais comuns. É claro que o tratamento vai depender do tipo de câncer e do estágio de avanço da doença.  Mas, há casos em que o tratamento é feito devido à combinação de mais de uma modalidade terapêutica. 

Causas do câncer

Câncer tem cura – sintomas, diagnóstico e tratamento As causas do câncer são variadas, mas pode-se perceber a existência de alguns fatores de risco que estão na origem de alguns tipos de câncer, como os ambientais, hábitos e estilos de vida não saudáveis, além da hereditariedade (apesar de serem raros os casos de câncer que se devem apenas a fatores hereditários).  

O tabagismo, por exemplo, pode causar câncer de boca, faringe, estômago e pulmão (90% dos casos de câncer de pulmão estão ligados ao fumo). Já o câncer de pele é causado pela exposição excessiva e contínua ao sol e durante o período em que os raios ultra-violetas são mais intensos. O efeito do sol é acumulativo, ou seja, o câncer pode aparecer somente na idade adulta e avançada.

A alimentação também pode influir no surgimento de alguns tipos de câncer, pois alguns componentes de alimentos estão sendo associados ao surgimento de alguns cânceres como o de mama, próstata, cólon, reto, esôfago e estômago. Por isso, a recomendação é manter uma alimentação mais saudável, com mais frutas, verduras e legumes ao invés de frituras, carnes vermelhas, molhos com maionese, salsichas, linguiças, bacon, presuntos, mortadelas e enlatados.

Alguns vírus podem causar leucemia e o câncer de colo uterino, quetem como um dos principais fatores de risco a promiscuidade sexual, a falta de higiene, a precocidade do início da vida sexual (antes dos 18 anos de idade) e a variedade de parceiros. Ou seja, esses hábitos sexuais podem contribuir para a propagação de vírus sexualmente transmissíveis, capazes de induzir o câncer de colo de útero.   

Câncer – mitos e verdades

Mito: dizer que quem tem câncer é por causa do destino

Verdade: ter uma vida saudável, consultar o médico e fazer exames regularmente evita aproximadamente 30% dos casos de câncer. Procure se infromar sobre os tipos de câncer e veja o que você pode fazer para mudar hábitos de riso. Consumo de álcool, tabagismo e vida sedentária (sem atividades físicas) aliada a má alimentação (dieta alimentar pouco saudável) são seus principais inimigos. Mas é bom também ficar atento ao seu ambiente de trabalho. Expôr o organismo a poluição interna do ar, aflatoxinas, muita luz solar e radiação podem iniciar um processo cancerígeno.

Mito: quem tem câncer encara a morte certa.

Verdade: a medicina avança sempre. Antigamente o câncer era considerado mesmo uma sentença de morte, mas hoje a maioria dos tipos de câncer podem ser evitados ou curados. Atualmente a doença pode ser tratada como uma condição crônica. Para se ter uma ideia, só nos Estados Unidos 12 milhões de pessoas vivem com câncer. Os avanços no diagnóstico e tratamento revolucionaram a expectativa de vida dos pacientes com câncer, levando a melhores resultados.

Mito: só idosos têm câncer.

Verdade: O câncer pode surgir em pessoas de qualquer idade, inclusive crianças e adolescentes. No caso de crianças entre 5-14 anos a doença é a terceira principal causa de morte em países de renda alta-média. Em países de renda baixa-média é a quarta causa e em países de baixa renda a oitava.

A seguir confira alguns tipos de câncer que mais afetam a população em geral, seus sintomas e tratamentos. Para uma lista completa de tipos de câncer basta clicar nesse link do INCA.

Câncer de próstata

câncer de próstata é um tumor mais comum em homens acima de 50 anos. No Brasil, ele é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Mas, o que é a próstata?  Ela é uma glândula do sistema reprodutor masculino, onde é produzido e armazenado parte do sêmen.

Entre os fatores de risco mais comuns estão idade avançada (acima de 50 anos), histórico familiar da doença, fatores hormonais e ambientais, maus hábitos alimentares, sedentarismo e excesso de peso.

O diagnóstico deve ser feito através de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Se for detectado aumento da glândula ou do PSA, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor. Se ele for maligno, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais. Só com estes exames será possível determinar o tamanho do tumor e se existe ou não metástase.

Segundo os médicos, homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos, enquanto que homens com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente.

Sintomas do câncer de próstata

No início, o paciente com câncer de próstata não costuma apresentar qualquer sintoma, já que a doença avança lentamente. No entanto, quando a doença está em estágio mais avançado, o paciente começa a sentir dificuldade para urinar e pode apresentar sangue na urina. Em estágios mais avançados do câncer de próstata, ele pode sentir dor óssea, apresentar infecção generalizada e até sentir insuficiência renal.

Tratamento do câncer de próstata

Assim como outros tipos de tratamento, o de câncer de próstata levará em consideração o tamanho e a classificação do tumor e a idade do paciente. Entre os tratamentos para câncer de próstata disponível está o uso de medicamentos, a radioterapia, a hormonoterapia (tratamento hormonal) e a prostatectomia radical (remoção da próstata através de cirurgia). 

Câncer de Mama

câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo. Normalmente, o câncer de mama é mais comum em mulheres, mas os homens também podem desenvolver esse tipo de câncer, principalmente depois dos 50 anos.  

Mulheres que fizeram uso de reposição hormonal (principalmente com estrogênio e progesterona associados), menstruaram muito cedo (antes dos 12 anos), não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 35 anos, não amamentaram e entraram mais tarde na menopausa (acima dos 50 anos) são mais propensas a desenvolver este tipo de câncer.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama destaque para a idade avançada, o excesso de peso, a exposição prolongada aos hormônios femininos, o histórico familiar ou casos de mutação genética. Outro fator de risco é o fato de a mulher ser portadora dos genes BRCA1 e BRCA2.

Quanto mais cedo o câncer de mama for detectado, maiores serão as chances de cura, por isso é importante que a mulher faça o autoexame das mamas mensalmente, de preferência no 7º ou 8º dias após o início da menstruação. O autoexame é de fundamental importância, já que estatísticas mostram que cerca de 90% dos tumores são detectados pela própria paciente.

Felizmente, a maioria dos nódulos de mama é benigna, porém exames mais detalhados como a mamografia (raio X das mamas) ajuda na detecção do diagnóstico precoce. Há casos, porém, que somente com a biópsia é possível identificar a lesão maligna. Por isso, em caso de a mulher detectar alguma alteração maior na mama, o recomendável é procurar um ginecologista e fazer exames mais detalhados. A mamografia deve ser feita anualmente para quem está acima dos 40 anos.

Sintomas do câncer de mama

Entre os sintomas do câncer de mama destaque para a presença de um nódulo único, não doloroso e endurecido na mama. Outros sintomas que também podem indicar a presença do câncer de mama são: gânglios axilares aumentados, deformidade e/ou aumento da mama, retração da pele ou do mamilo, presença de líquido nos mamilos, dor, vermelhidão e edema.

Tratamento do câncer de mama

tratamento do câncer de mama será determinado segundo o tipo e o estágio de avanço do câncer. Quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia e cirurgia (pode incluir a remoção do tumor) são os tipos de tratamento mais indicados. Em casos mais graves, pode ser necessário fazer a mastectomia (retirada completa da mama). Dependendo do caso, é indicado ainda o tratamento que inclui a combinação de dois ou mais recursos terapêuticos.

Câncer de colo de útero

Depois do câncer de mama, o câncer de colo de útero é o mais frequente na população feminina. Esse tipo de câncer ocorre devido a uma infecção pelo papilomavírus humano, o HPV.  O câncer de colo de útero pode ser descoberto através do exame preventivo também conhecido como Papanicolaou. Por isso, as mulheres devem fazer este exame periodicamente após o início da vida sexual.

Se o diagnóstico for feito precocemente, e o tratamento for feito adequadamente, as mulheres têm praticamente 100% de chance de cura. Mulheres acima de 25 anos são mais propensas a desenvolverem câncer de colo de útero.

Entre os principais fatores de risco da doença está o início precoce da vida sexual, a grande diversidade de parceiros ou parceiros com vida sexual promíscua, a baixa imunidade, o cigarro e más condições de higiene.

Sintomas do câncer de colo de útero

Não há um sintoma do câncer de colo de útero específico durante a fase inicial da doença. No entanto, se aparecerem sintomas como sangramento vaginal intermitente, principalmente depois das relações sexuais, ou corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro é melhor procurar o ginecologista.

Quando o estágio da doença já está avançado, é comum aparecerem sintomas como hemorragias, massa palpável no colo de útero, dores lombares e abdominais, obstrução das vias urinárias e intestinos e perda de apetite e de peso.

Tratamento do câncer de colo de útero

A vacina é uma forma de prevenir o HPV, no entanto ainda não há vacinas para todos os subtipos de vírus. Atualmente, no Brasil, a vacina é recomendada para meninas ainda na infância, em três doses, antes do início da atividade sexual.

A escolha do tratamento para o câncer de colo de útero, que pode ser cirurgia ou radioterapia, vai depender de fatores como o estágio da doença, o tamanho do tumor, a idade da paciente e o desejo ou não de ter filhos. 

Leucemia

Normalmente de origem desconhecida, a leucemia é uma doença maligna que atinge os glóbulos brancos (leucócitos) do sangue presentes nos gânglios linfáticos e na corrente sanguínea. Ou seja, as células sanguíneas normais são substituídas por células anormais que são produzidos de forma descontrolada.

Os leucócitos produzidos pela medula óssea são os responsáveis por grande parte do sistema imunológico. Quando existe a proliferação de leucócitos anormais na medula óssea, a produção de glóbulos vermelhos (transporta oxigênio para órgãos e tecidos), leucócitos e plaquetas (células responsáveis pela coagulação) é prejudicada.

Para detectar a leucemia, primeiro o paciente faz um hemograma (exame de sangue). Se forem encontradas alterações no exame e indicações da doença, é realizado o exame da medula óssea (mielograma). Por último é feita a biópsia da medula óssea para a confirmação do diagnóstico.

A leucemia linfoide, linfocítica ou linfoblástica é mais frequente em crianças. Já o tipo de leucemia mieloide ou mieloblástica é mais comum em adultos. A leucemia pode se apresentar de forma aguda ou crônica.

Sintomas da leucemia

Quando a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas normais começam a surgir os primeiros sintomas da leucemia, como anemia, fraqueza, manchas roxas e vermelhas na pele, cansaço, gânglios inchados, febre, sangramentos nasais e nas gengivas, sudorese noturna, infecções, dores nos ossos e nas articulações.

Depois de instalada, é preciso correr contra o tempo e iniciar logo o tratamento, já que a doença progride rapidamente. No entanto, o tratamento da leucemia só será iniciado após a confirmação do diagnóstico e a classificação da leucemia.

Tratamento da leucemia

Ao contrário do que muita gente pensa, o transplante de medula óssea não é indicado para todos os casos de leucemia. Assim sendo, o tratamento é dividido em algumas etapas, sendo que a primeira consiste na remissão completa, ou seja, na eliminação das células doentes, que são muito sensíveis à quimioterapia.