10 coisas que você (provavelmente) não sabe sobre Mortal Kombat

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“Kombat” é definido como a disputa interminável entre os guerreiros mais renomados da Terra contra os habitantes de Outworld e Netherrealm.

Inserido na cultura pop, o clássico jogo de luta está na sua nona edição e logo um novo Mortal Kombat deve ser lançado. Enquanto isso conheça alguns fatos curiosos sobre o combate mortal!

 



 

►Inspiração Musical

Os criadores de Mortal Kombat são fanáticos por música e isso transparece no seu trabalho. Muitos conhecem o “blood code” do primeiro jogo, mas poucos sabem o que o código ABACABB significa realmente. Vamos explicar. Quando Mortal Kombat foi lançado em 1992 o jogo se tornou tão popular que uma conversão para os consoles caseiros era inevitável. Os videogames da época eram o Mega Drive (SEGA) e o Super Nintendo. Enquanto a Nintendo não concordou com toda a saguinolência do game e extirpou o líquido vermelho de sua conversão, a SEGA fez a alegria dos fãs com um código que liberava o festival de sangue na tela. Como os fãs bem sabem, o código era ABACABB e para muitos não quer dizer nada, mas na verdade é o nome de um disco da banda inglesa Genesis (na época comandada por Phill Collins). Por coincidência, o Mega Drive nos EUA era chamado de….SEGA Genesis!

►Te conheço de algum lugar…

Uma das marcas registradas do primeiro Mortal Kombat foi o uso de atores digitalizados para representar os lutadores. Embora os "atores" do primeiro game tenham sido amigos e pessoas que trabalharam no jogo, as seuquências utilizaram pessoas mais famosas no ramo. Os atores escolhidos foram de Chicago mesmo, já que o desenvolvimento do jogo se dava por aquelas bandas. Kerry Hoskins assumiu o papel de Sonya Blade. Kerry era uma popular modelo do catálogo da Playboy. Lia Montelongo, que foi a escolhida para ser a rainha Sindel, havia participado de várias competições de fisiculturismo além de ter participado de alguns filmes B. John Turk, o rosto mais famoso de Sub-Zero participou do seriado Prision Break e do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas.

 



 

►Mortal Kombat ou filme do Van Damme?

O Grande Dragão Branco - Van Damme

Mortal Kombat como conhecemos hoje quase não existiu. Na verdade quando o primeiro jogo da série entrou em produção, os criadores queriam adquirir os direitos do filme O Grande Dragão Branco, com o astro das artes marciais Jean Claude Van Damme e fazer um game de luta baseado nele. O próprio Van Damme se prontificou a promover e participar do jogo, mas acabou abandonando o projeto para participar de outro game que nunca foi produzido. Com Van Damme abandonando o barco e com a produção no meio do caminho, Ed Boon seguiu em frente e substituiu Van Damme por outro ator, criando o personagem Johnny Cage e uma nova história de fundo para o torneio de luta. Começou então a famosa saga de Mortal Kombat e toda sua mitologia. Se você ainda não reparou, as iniciais são as mesmas: Jean Claude / Johnny Cage.

►Voadora

Na próxima vez que você assistir aos X Games, fique ligado para ouvir uma referência a Mortal Kombat. Trata-se de um truque onde um patinador dá um chute em pleno ar e faz uma pose que foi apelidada de Liu Kang, em referência ao personagem de Mortal Kombat que tem um movimento especial chamado de The Flying Kick.

►Rumor que virou realidade

Uma das coisas mais memoráveis nas edições clássicas de Mortal começou na verdade com um rumor inventado por um fã. Antes da internet invadir nossos lares e espalhar qualquer coisa, os canais disponíveis para os fãs eram revistas e fã clubes e os rumores circulavam nesses meios. Na época de Mortal Kombat 2 um rumor circulou entre os fãs até chegar às revistas: um Fatality tão secreto e tão difícil de ser feito que poucos haviam presenciado. Era o Animality, a habilidade que o lutador tinha de destruir o oponente depois de se transformar em um animal raivoso. O rumor se tornou tão popular que os desenvolvedores do game ficaram sabendo e acabaram criando o Animality no Mortal Kombat 3. Agora os lutadores poderiam se transformar em ursos, águias. dinossauros e até escorpiões gigantes para mutilar e devorar seus inimigos. Tudo graças a rumores inventados!

►O Corvo era Cage

O Corvo

Mortal Kombat se tornou um filme pelas mãos da New Line Cinema, ficando pelo menos duas semanas no primeiro casino lugar de bilheteria em 1995. As críticas até que foram favoráveis e o filme contava com cenas de ação e pancadaria decentes. Atores em alta na época contribuíram para o sucesso do filme: Christopher Lambert era o deus do trovão Raiden e Bridget Wilson fazia Sonya Blade. O papel de Johnny Cage estava reservado para Brandon Lee, que estava filmando o clássico cult O Corvo em 1994. Entretanto um terrível acidente aconteceu no set de filmagem de O Corvo e Brandon Lee acabou tomando um tiro (a bala deveria se de festim). Com a morte de Lee, Linden Ashby ficou com o papel de Johnny Cage.

►Prince ou Símbolo

Mais uma referência que veio das preferências dos criadores de Mortal Kombat. O ninja roxo conhecido como Rain, que fez sua primeira aparição em Mortal Kombat 3, na verdade é uma homenagem ao filme Purple Rain, do cantor Prince (ou atualmente Símbolo, você escolhe). Como se o nome não bastasse, Rain ainda é um príncipe em seu reino, Edenia. Na edição mais recente de Mortal ele seria um personagem jogável, mas acabou ficando como personagem extra por meio de download.

►Advogado confuso

Mortal Kombat foi atacado na justiça, mas se enganou quem pensou que foi por causa da violência do game. Foi por causa de uma opção no jogo Mortal Kombat: Armageddon chamada Kreat-a-Fighter , onde o jogador podia usar pedaços de vestimenta para fazer seu próprio lutador. Tem um advogado americano, um tal de Jack Thompson, cujo hobby era atacar legalmente jogos violentos e embora ele não tenha se manifestado contra MK por causa da violência, ele alegou que sua imagem tinha sido usada ilegalmente no jogo. Acontece que foi um jogador que fez um lutador parecido com o advogado nesse novo modo de jogo e postou online. Claro que a ação não foi pra frente e o jogo continuou sendo vendido. Mais tarde, o advogado perdeu o direito de advogar por causa de inúmeras ações improcedentes e perjúrio.

►Bug que virou realidade

Ermac

Os personagens estilo ninja são os mais populares de Mortal Kombat, até entre os jogadores casuais. Scorpion, Sub-Zero, Kitana e outros assassinos mascarados deixaram sua marca com golpes clássicos e suas histórias nos jogos. Um ninja em particular não era para existir: Ermac. Graças a um bug encontrado nas primeiras versões do game ele se tornou um personagem de verdade. Tempos atrás os produtores cortavam custo e uso de memória utilizando apenas um ator para representar vários ninjas do jogo. Era colocado um tecido vermelho na sua roupa que servia de guia e depois era colorido com as cores do personagem por computador (verde para o Reptile, azul para o Sub-Zero, etc.). Entretanto, depois de sessões prolongadas de jogo, às vezes ocorria um bug em uma luta que fazia os ninjas reverterem suas cores para o vermelho original. Uma mensagem aparecia na tela: Er Mac, que significava Error Macro. Rumores foram espalhados de que se tratava de um personagem secreto com seus próprios golpes, mas na verdade era uma falha do jogo mesmo. Entretanto, a equipe de produção de Mortal Kombat como sempre estava atenta aos rumores e transformou o bug – e os boatos – em personagem verdadeiro no ano de 1995. Ermac surgiu como um personagem real, com direito a sua própria história e golpes próprios. A versão feminina do bug, quer era muito rara mas que também originou boatos, virou a personagem Skarlet no recente reboot de Mortal Kombat (2011).

►MK não era o jogo mais violento quando lançado

Um jeito irônico de terminar essa lista, mas necessário. Muita gente acredita que Mortal Kombat seja a origem da hiper-violência nos videogames (Doom não era tão violento quanto), pavimentando o caminho para jogos como GTA (Grand Theft Auto). Mas a verdade é que a violência gráfica nos videogames já havia dado as caras antes. Claro que quando falamos em violência sabemos que é um termo amplo, com muitas variantes, mas em termos de sanguinolência o primeiro jogo a alcançar um patamar extremo foi Chiller, de 1986. Enquanto a violência de Mortal Kombat se dava na pancadaria entre lutadores – e nos famigerados Fatalities – em Chill era uma esperiência puramente sadista. O jogo era uma espécie de FPS (jogo de tiro em primeira pessoa) onde o jogador atirava em pessoas presas em um calabouço. O calabouço tinha temas de sado-masoquismo e o objetivo era atriar em inocentes causando o máximo de prolongamento da dor. Muitas lojas se negaram a vender o jogo na época. Uma versão mais "light" saiu para o Nintendinho, mas não vendeu nada. Mas o fato é que foi o primeiro jogo polêmico o bastante para ser banido em vários arcades pelos EUA.